Alexandre Fonseca, simplesmente Kabelo: essa fagulha emersa da pureza a incandescer a irreverência. Qual criança que vibra com brinquedos barulhentos e consegue transformar seus barulhos em sons da alma, espontânea e destemida.
Kabelo é assim, não teme a crueza de seu estilo. Tocando baixo e cantando com energia roqueira, faz saltar do instrumento e de sua voz arranhada um autêntico caleidoscópio, no qual a desvairada geometria dos sons entremeia o rock, o rap, o soul, o funk, o coco e a embolada numa sucessão de sonoridades que giram entre o real e o imaginário através de acordes libertários, palavras escrachadas, revelando a safadeza e a perspicácia de um moleque excitado, incontido e, por isso, capaz de tornar suave a aspereza de sua naturalidade.
Convido todos a participar de uma discussão um tanto quanto intrigante e aproveito para participar do Google Bomb criado pelo Rodrigo Stulzer quanto à vergonha nacional… que nos faz refletir sobre a nossa cidadania e a influência que temos perante nosso governo, verdadeiros Candangos no poder.
Senador:
O que faz o povo brasileiro neste momento é uma análise distanciada do que está acontecendo em nosso país e no sistema que vemos ruir.
No palco, todos nós; noutro, flores murchas permeiam um enorme caixão, onde todos, num silêncio profundo , observam mais um corpo caindo sem vida. Não há surpresa, lamento ou emoção. Apenas a longa e paciente espera… Vez por outra, um som quase imperceptível, um muxoxo, parte de alguém que se destaca quebrando aquele silêncio que mais parece uma pausa teatral de duração contínua.
Prá que precisávamos deles?! E o silêncio continua… Logo, uma abelha operária vinda de longe e percebida por todos junta-se à multidão. Nem seu zumbido agora é ouvido. Pousa com respeitoso silêncio no marco zero. Não falta mais nada…
Marilu Alvarez
Kabelo ta na área e com a música Candangolândia, que se relaciona totalmente com esta questão.
Oi Pessoal Segue info do meu próximo show.
Na faixa….
Uma junção de show com poesia, bem legal.
VAI ….
Abraço do Kabelo
Kabelo e Banda
Kabelo, baixista de formação, compositor e intérprete, criou um estilo próprio que mescla ritmos e sons da cultura popular, passando por Funk, Rock, Coco, Baião, Maculelê, Maracatu e MPB, numa fusão de peso e expressão. O artista non sense promove um curto-circuito musical! Sábado, 27 de outubro, às 19h - entrada franca
O cantor e compositor Toquinho deu um show de versatilidade e talento – características já conhecidas no músico – ao lado do afilhado Kabelo (35) no Sesc Santana, em SP. Juntos, eles arrasaram no Afinidades, projeto em que o artista consagrado apresenta um novo talento. A versão com roupagem eletrônica da famosa Carol, Carolina Bela, de Toquinho e Jorge Ben Jor (63), foi o ponto alto. Outra canção que fez o público vibrar foi Candangolândia, de Kabelo, que segue um estilo mais rock-n`-roll.
No dia 19/09, senti a vibração de dividir um show com Kabelo, um músico que, por sua capacidade multiplicadora de sons e irreverência cultural, chega a confundir a platéia, ziguezagueando entre o real e o virtual.
Foi emocionante participar de seu desempenho, às vezes surpreendentemente racional, outras vezes travesso, próprio de um moleque desconcertante, propondo sempre uma forma inteligente e perspicaz de comunicação musical.
Na canção que fizemos juntos, eu o chamo de “primata do non sense, rap das quebradas, funkeiro das esquinas”. Kabelo vai do rock and roll ao berimbau, cria tanto um maxixe maloqueiro quanto um Unga Bunga primitivo ou um batuque de pandeiro de fundo de quintal.