Jun 19

Local: Teatro Fecap (Av. Liberdade, 532, tel. 2198–7719 - www.teatrofecap.com.br)
Datas e horários: 19, 20 e 21 de junho – sexta e sábado, 21h – domingo, 19h.
Lotação: 400 lugares / Duração: 90 minutos - Recomendado para maiores de 12 anos.
Preços: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia). - Bilheteria: de terça a sábado, das 14h às 21h. domingo, das 14h às 19h, no próprio teatro. Internet: www.teatrofecap.com.br.
Central de Ingressos: Telefone (11) 2198 7719. De segunda a domingo das 9h às 21h.
Acesso para deficientes físicos - Estacionamento c/ manobrista: R$ 12,00.
Teatro: Ar condicionado e wine bar - Mais informações: (11) 2198 7719.
Apoio na Divulgação: Edson Lima / O AUTOR NA PRAÇA
Tel. 9586 5577 - imprensa@oautornapraca.com.br

Edvaldo Santana, paulistano da periferia, filho de pai piauiense e mãe pernambucana, é um dos fundadores do Movimento Popular de Arte (MPA) – primeiro agrupamento de artistas na periferia. Seu primeiro trabalho solo independente foi o CD Lobo Solitário, de 93, no qual gravou a música Metrô Linha 743, de Raul Seixas. No seu terceiro álbum, Edvaldo inaugurou parceria com Itamar Assumpção (Blues cabloco) e gravou Dor Elegante, música lançada mais tarde por Zélia Duncan. No seguinte trabalho, o CD Amor de periferia, a composição O jogador traz Lenine, Zélia Duncan, Nuno Mindelis e Quinteto em Branco e Preto como convidados.

Dona Inah nasceu em Araras, interior do estado de São Paulo, e iniciou sua carreira na década de 50, participando de programas da Rádio Record. Em 1960, gravou seu primeiro disco, em 78rpm, pelo extinto selo Trovador. A partir dos anos 70, passou a cantar apenas em rodas de samba e restritas apresentações na noite paulistana. Em 2002, voltou aos palcos quando participou do musical Rainha Quelé, uma homenagem à Clementina de Jesus, atuando ao lado de Marília Medalha e Fabiana Cozza, sob a direção de Heron Coelho. Lançou, em 2005, o CD Divino Samba Meu, o qual lhe rendeu o Prêmio Tim, na categoria revelação. Em 2008, lançou seu segundo álbum, Olha Quem Chega, com sambas do compositor Eduardo Gudin e seus diversos parceiros, como Paulo César Pinheiro, Roberto Riberti, Costa Neto, Paulinho da Viola, entre outros. Neste ano de 2009, Dona Inah também está concorrendo ao Prêmio de Música Brasileira, na categoria Melhor Cantora de Samba.

Kabelo enveredou-se pelo mundo artístico aos 12 anos, tocando piano e fazendo teatro infantil (“Cegonha Boa de Bico”), além de propaganda e programas de rádio (“Alô, Sampinha”, na Brasil 2000 FM). Na adolescência, trocou o piano pelo rádio e apegou-se ao skate e ao rock and roll. Montou a banda Alma Pelada, influenciada por Red Hot Chili Peppers. Participou dos espetáculos de rua “Ensaio de Dorotéia” e “Feitiço dos Deuses”. Trabalhou como roadie para Baden Powell, Paulinho da Viola, Carlos Lyra, e Toquinho, que o aproximou do melhor da MPB. Seu novo álbum, produzido por André Matanó, oferece um inquietante painel da vida numa cidade imaginária, com personagens que falam de amor, violência e liberdade de expressão de uma forma divertida. Acompanhado de sua banda, Kabelo sempre surpreende o público com sua performance cheia de improvisos.

O Teatro FECAP entra em seu terceiro ano de atividades como o espaço da música brasileira em São Paulo. Desde a sua inauguração em setembro de 2006, com quatro semanas de shows de Paulinho da Viola, o Teatro FECAP vem apresentando o melhor da música brasileira em seus diversos gêneros, quase sempre com espetáculos especialmente concebidos, que se beneficiam de sua extraordinária acústica e aparelhagem sonora.

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Jun 19

ALQUIMIA PAULISTANA

Espetáculo inédito reúne Edvaldo Santana, Dona Inah e Kabelo em três únicas apresentações

Três artistas de idades e gêneros distintos se reúnem para apresentar o espetáculo inédito Alquimia Paulistana - O cantor e compositor Edvaldo Santana, a intérprete de sambas Dona Inah e o contrabaixista, cantor e compositor Kabelo. Os espetáculos acontecem nos dias 19, 20 e 21 de junho, sexta a domingo, no Teatro FECAP.

No palco, três representações musicais e estilísticas totalmente diversas dentro do cenário musical paulistano: Edvaldo Santana, com sua raiz nordestina e olhar de cronista da grande cidade; Dona Inah, com seu samba tradicional, e Kabelo, com seu rap descontraído e crítico. Colocadas lado a lado, as três vozes misturam suas especificidades e fazem um panorama da multiplicidade sonora da cidade: uma alquimia musical paulistana.

O espetáculo é dividido em sete blocos:

Kabelo (voz e contrabaixo) e banda - André Matanó (teclado e arranjos), Felipe Araújo (guitarra), Bené (baixo), Carlinhos Santana (bateria), Gueri-Gueri (percussão) – interpretam Bactérias criminosas (Kabelo/André Matanó), Monstro do armário (Kabelo), Silvinha terrorista (Kabelo/André Matanó), Bumbo (Kabelo/Átila Gomes/Jair Caminha), Skavadeira (Kabelo), Superbiruta (Kabelo)

Kabelo e Dona Inah interpretam Cosmonauta musical (Toquinho/Kabelo) e Ladrão que entra na casa de pobre (Jorge Costa).

Dona Inah (voz) e banda - Henrique Araujo (cavaco), Giancarlo Correa (violão de 7 cordas), Marco Bailão (violão), Leo Rodrigues (percussão), Thiago França (sax e flauta), Gerson da Banda (percussão) – interpretam E lá se vão meus anéis (Eduardo Gudin/Paulo César Pinheiro), Longe de casa (Eduardo Gudin/Paulo Vanzolini), Praça 14 Bis (Eduardo Gudim), Veneno (Eduardo Gudin/P.C. Pinheiro), Ainda Mais (Eduardo Gudin/Paulinho da Viola), Olha quem chega (Eduardo Gudin/Paulo César Pinheiro).

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Jun 03

No dia 8 de junho (2.ª feira), a partir das 22 horas, o baixista, compositor e intérprete Kabelo volta ao palco do Tom Jazz, em São Paulo, para o lançamento de seu segundo CD pela Circuito Musical/Tratore.
O novo álbum, produzido por André Matanó, com assistência de Wagner Amorosino e projeto gráfico de Elifas Andreato, oferece um inquietante painel da vida numa cidade imaginária, com personagens que falam de amor, violência e liberdade de expressão de uma forma divertida. Acompanhado de sua banda, formada por André Matanó (teclados), Felipe Araújo (guitarra), Jojô (baixo), Carlinhos (bateria) e Gueri-Gueri (percussão), Kabelo sempre surpreende o público com sua performance cheia de improvisos. Kabelo é autor das 14 músicas do disco, e divide a autoria em “Bactérias criminosas”, “Silvinha terrorista”, “Espantalho” e “Tecnocrata” (com André Matanó), “Bumbo” (com Átila Gomes e Jair Caminha), e “Cosmonauta musical”, que compôs e gravou com Toquinho, de quem foi roadie por mais de dez anos.

“Cosmonauta” é uma mistura de rap com MPB e conta um pouco da afinidade pessoal e da diferença de estilos entre os dois, que excursionaram mundo afora até 2007, quando Kabelo saiu dos bastidores para conquistar os palcos. O CD conta também com a participação especial da talentosa violonista e cantora Badi Assad na música “Sereia”.

Tom Jazz - Av. Angélica, 2331 Informações e reservas: (11) 3255.0084 Couvert artístico: R$ 20,00 Como Toquinho e Badi estarão fora de São Paulo na data e não poderão participar do encontro, irão autografar um violão oferecido pela Giannini que será sorteado ao público.

Mai 29

Nov 08

No ano que vem a Bossa Nova não vai ser mais tão nova assim pois vai fazer cinquenta anos. Será que todas as fórmulas já foram usadas para transformar essa música que de tão boa estará pra sempre em nossa mente e coracão?

Kabelo

Out 03

O cantor e compositor Toquinho deu um show de versatilidade e talento – características já conhecidas no músico – ao lado do afilhado Kabelo (35) no Sesc Santana, em SP. Juntos, eles arrasaram no Afinidades, projeto em que o artista consagrado apresenta um novo talento. A versão com roupagem eletrônica da famosa Carol, Carolina Bela, de Toquinho e Jorge Ben Jor (63), foi o ponto alto. Outra canção que fez o público vibrar foi Candangolândia, de Kabelo, que segue um estilo mais rock-n`-roll.

Toquinho e MPB4

No dia 19/09, senti a vibração de dividir um show com Kabelo, um músico que, por sua capacidade multiplicadora de sons e irreverência cultural, chega a confundir a platéia, ziguezagueando entre o real e o virtual.

Foi emocionante participar de seu desempenho, às vezes surpreendentemente racional, outras vezes travesso, próprio de um moleque desconcertante, propondo sempre uma forma inteligente e perspicaz de comunicação musical.

Na canção que fizemos juntos, eu o chamo de “primata do non sense, rap das quebradas, funkeiro das esquinas”. Kabelo vai do rock and roll ao berimbau, cria tanto um maxixe maloqueiro quanto um Unga Bunga primitivo ou um batuque de pandeiro de fundo de quintal.

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Out 02

CAROLINA CAROL BELA, Toquinho e Kabelo no Projeto Afinidades, realizado no Sesc Santana

Gravado por Walter do blog My Bands - Projeto Afinidades (Toquinho e Kabelo - Sesc Santana) Confira o blog do Walter

Ago 23

IMAGEM KABELO

Alexandre Fonseca, simplesmente Kabelo: essa fagulha emersa da pureza a incan-descer a irreverência. Qual criança que vibra com brinquedos barulhentos e consegue transformar seus barulhos em sons da alma, espontânea e destemida.

Kabelo é assim, não teme a crueza de seu estilo. Tocando baixo e cantando com energia roqueira, faz saltar do instrumento e de sua voz arranhada um autêntico calei-doscópio, no qual a desvairada geometria dos sons entremeia o rock, o rap, o soul, o funk, o coco e a embolada numa sucessão de sonoridades que giram entre o real e o i-maginário através de acordes libertários, palavras escrachadas, revelando a safadeza e a perspicácia de um moleque excitado, incontido e, por isso, capaz de tornar suave a aspe-reza de sua naturalidade.

Kabelo convive com a música desde os 12 anos, passando do piano para o baixo. Acostumado aos meandros do palco, foi roadie de Toquinho por 10 anos, ajeitando mi-crofones, ajudando a afinar instrumentos, arrumando partituras, enfim, eliminando os estorvos para o bom desempenho do artista principal. Criaram-se afinidades. Em meio a dedilhados casuais de Kabelo, surgia o incentivo de Toquinho: “Desse improviso pode sair uma melodia, cara! Você leva jeito, basta insistir, estudar…”

Assim como Kabelo, também Toquinho carrega dentro dele uma criança a esprei-tar o mundo sem temer a espontaneidade. Isso reforça a afinidade entre os dois. Do vio-lão de Toquinho também salta um caleidoscópio onde giram acordes e harmonias capazes de acomodar o futuro e acolher novos talentos numa generosidade que independe de tendência musicais.

Entre Kabelo e Toquinho aconteceu de os opostos se conjugarem a ponto de nas-cer uma parceria. Na voluptuosa melodia de Kabelo, a letra de Toquinho define o ro-queiro: “Primata do non sense/ Rap das quebradas/ Funkeiro das esquinas/ Rock and roll e berimbau”. E lança uma previsão: “A gente ainda se cruza/ Em algum beco do universo/ Pois sou como você/ Um cosmonauta musical”. Aí Kabelo responde: “Teu som tem Jobim,/ Pixinguinha, tem Ary,/ Luiz Gonzaga, Noel Rosa/ e o baiano Dorival// Teu violão tem Baden,/ tem Paco, tem Paulinho,/ ritmo de samba/ de fundo de quintal.

A previsão se dará no palco de Sesc Santana, no dia 19 de setembro, às 21h, quan-do o “baixo radioativo” de Kabelo e seu “suíngue sensual” se cruzarão com o virtuosis-mo do violão de Toquinho num espetáculo a enfatizar afinidades que valorizam a arte musical brasileira.

João Carlos Pecci